1822: 196 ANOS DEPOIS

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1822

1822: 196 ANOS DEPOIS

1822: O passado sempre nos revisita e assim ficamos sem saber qual é a mescla que existe entre a atualidade e o passado bem como em relação ao futuro que nos aguarda sendo que tudo isto, dentro de uma boa reflexão poderá nos acarretar um “choque de realidade”.

Lendo nosso passado, mais especificamente 1822 e analisando o contexto daquela época com o contexto atual, podemos duvidar de que algo, no comportamento humano possa ter realmente se desenvolvido.

Deixo de falar sobre a atualidade, mas isto, apenas pelo fato de que este não é uma crônica política e sim, uma crônica sobre o comportamento humano, sobre a sociedade que vivemos, e sobre a perenização das mazelas humanas que nunca nos deixaram.

Então deixo o contexto atual para que cada um faça a sua reflexão e tire sua conclusão face àquilo que a mídia nos oferece cotidianamente.

O ano era 1822 e parecia, apenas parecia, que o contexto anterior estava nos estertores, mas hoje já sabemos que era apenas repeteco daquilo ocorrido quando Dom João VI, casuisticamente praticou ao fugir de Portugal, deixando aquele país à mercê dos invasores.

João VI cometeu duas dilapidações contra a sociedade, a primeira quando fugiu de Portugal e a segunda quando saiu do Brasil, novamente movido por interesses pessoais, e retornou à Portugal, “rapando as burras” do Banco do Brasil, o qual somente por um milagre social e a força de alguns, não quebrou.

Nosso país vivia, em 1822, um clima de intenção de mudança, um anseio de novos ares, porém estava totalmente dividido, cada região entregue à um feudo familiar onipotente que cuidava dos seus interesses, sempre dizendo que defendiam o país.

Dizem que, saindo da trilha lamacenta e empoeirada, D. Pedro I, portando garboso uniforme e suportado em cima de um lindo e fogoso cavalo, gritou a célebre frase, a qual, sem televisão nem microfone ou WI FI, teria ecoado de pronto ao longo da imensa nação brasileira, mas hoje sabemos que não foi bem assim, e que em seguida ele se dedicou à negociar com os grandes da época, em sua maioria escravagistas e exploradores do povo, os quais somente por interesses mesquinhos concordaram em auxiliar a reforçar as burras do governo  em troca de favores, de postergações e concessões.

Ao mesmo tempo, muito esforço os idealistas, liderados por um Bonifácio, se colocaram no afã da tentativa de apaziguar as insurreições, lá no sul a Revolução Farroupilha e no nordeste a Confederação do Equador, sendo claro que não foram somente estas.

Curiosamente, dizem que as elites políticas e econômicas estavam divididas entre dois grandes projetos, alguns se alinhando em prol de uma monarquia absolutista, outros de um projeto de república e outros de uma monarquia constitucional, e no centro disto tudo, as letras dizem que a elite colonial somente se alinhou à D. Pedro I com medo das possíveis insurgências da população escrava, e as elites intermediárias dos comerciantes, padres, profissionais liberais somente aceitavam a monarquia constitucional por temerem a desagregação do país e a rebelião dos escravos.

E assim, nasceu o trono brasileiro, refém das suas decisões, refém, não dos ideais do novo direito constitucional, mas sim, refém dos grandes, os quais, cada um à sua vez, cobrou os royalties pela sua adesão.

Dizem também as letras, que alguns dos grandes concederam o apoio a independência de Portugal, desde que a escravatura não fosse abolida.

O grande mote era um objetivo comum, necessário, perseguido, que respondia pelo bonito nome de “reforma agrária”, com a distribuição de terras improdutivas e o estímulo à agricultura familiar.

E assim, neste contexto, iniciou-se nova reconstrução da terra, não mais como pertencente à Portugal, mas sendo própria dos Brasileiros. Quiçá tenha sido a primeira tentativa de reconstrução.

E assim, está o quadro contextual do começo da nossa era, escrevinhado de forma simples e um pouco jocosa, devidamente amparado em Buarque de Holanda, Laurentino Gomes e outros, que certamente não me deixariam mentir.

O restante da história e a sua comparação com os dias que vivemos fica por conta da leitura, reflexão e imaginação dos leitores.

Walmir da Rocha Melges – 07.01.2017, versando de forma superficial sobre 1822, 196 anos depois.

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