A árvore dos pavões

a árvore dos pavões - Pavao2 - A árvore dos pavões

Walmir da Rocha Melges – 26 de agosto de 2013

Escutamos desde pequenos o dito popular que diz “todo macaco no seu galho”, e agora constato que no caso dos pavões, suas mães, esposas e filhas também ocorre o mesmo.

Acabo de assistir a formação de uma das árvores onde se aboletaram 9 destas aves, devidamente acompanhadas por duas galinhas de Angola, as quais, prudentemente, acompanham as suas primas longínquas no afã diário de pastar de limpar nossos gramados, cuidando de liquidar os pequenos bichinho, e no cair da noite, sobem na mesma árvore para protegerem-se dos seus predadores, tais como gatos do mato, raposas, lobo guará e assemelhados.

O interessante é que aos poucos formaram-se 3 bandos diferentes, cada um escolhendo uma árvore e depois de acomodados para o pernoite, com a hospedagem já paga de forma diária e antecipada, ficam por algum tempo, conversando em uma linguagem que ainda não conhecemos, parecendo que estão fazendo uma “chamada geral”, ou melhor uma “chamada averal”, antes do toque de recolher.

Realmente são muito organizadas estas aves e o único problema é quando decidem brigar com as suas imagens refletidas nos carros, meu ou do meu filho. Como sei que os psicólogos gostam de estudar estas aves, qualquer hora vou conversar com um deles para tentar entender isto, mas aos poucos vamos percebendo que existem cantos diferenciados, para cada momento, e já constatamos que o mais velho, o “chefão” como costumamos chamá-lo, teima em ficar com uma árvore somente para ele.

Ganhamos apenas um casal há cerca de três anos, e assim a família foi engrossando, inclusive com outras fêmeas que ouviram o lamento noturno do chefão e apareceram para engrossar o caldo, ou melhor, engrossar as fileiras do bando.

Aguardarei um dia de lua cheia e então vou tentar fotografá-los.

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