Contundácia

Walmir da Rocha Melges – 22.07.2013

Caros amigos, vivemos momentos – anos seguidos – onde a cada momento se sobreleva o posicionamento de aspectos morais dissociados e distanciados da realidade ética que impera em nossa civilização atual, não somente por parte de individuais, mas principalmente por parte de instituições.

Assim, a cada dia, constatamos decisões onde instituições se utilizam de táticas e comportamentos plenipotenciários, mercê concessões governamentais como aquelas para as quais foram criadas as Agências Reguladoras, que proporcionam uma estatura por demais superior a meras entidades, formadas por homens iguais aos individuais, transformando o povo em meras insignificâncias.

Para conseguir situar, tipificar, especificar a ação que é imposta com tanta maestria por parte das significâncias, excelsas majestades do mundo econômico, acabo de criar um novo termo no nosso vernáculo, ficando autorizado a quem queira, utilizá-lo sem reservas, inclusive traduzi-lo em outro vernáculos.

Infelizmente (leia-se FELIZMENTE), a nossa economia cresceu muito, vai crescer mais ainda, e então é necessário, que também nós, insignificantes, também cresçamos, pelo menos no posicionamento social e moral.

A nova palavra então é “contundácia”, e ela é formada pela conjunção de duas raízes, primeiro a condição do verbo, de “ser contundente”, como o é o posicionamento plenipotenciário de grandes e majestosas entidades, que apenas vivem e sobrevivem, pelo simples fato de existirem as insignificâncias – o povo – conjugada com a palavra audácia, que é própria daqueles que são, ou pretendem ser, plenipotenciários, ou sejam, detentores pretensamente, do direito sobre os individuais, se esquecendo que é sua existência somente é assegurada pela existência dos individuais.

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