DESVENTURAS FINANCEIRAS DOS APOSENTADOS

Walmir da Rocha Melges – 6 de dezembro de 2013

Redução do valor da sua aposentadoria. Tenho visto muitas postagens no Facebook e comentários jornalísticos versando sobre os PROBLEMAS DOS APOSENTADO, e em alguns locais, a publicação de fotos realmente curiosas e até extravagantes, e diante de tudo isto, peço desculpas, mas preciso “meter o meu bedelho” nesta conversa.

Precisamos entender o assunto APOSENTADORIA, dentro do contexto econômico correto, tirando a nossa pimentinha particular do meio.

Digo, primeiro, que tenho a mesma situação, ou seja, paguei, por 20 anos, o maior teto de aposentadoria de cada período, e a minha realidade, HOJE, é a mesma retratada por este da imagem que estamos assistindo.

Os planos de APOSENTADORIAS, no mundo todo, são montados sobre elaborados cálculos de INVESTIMENTO e RETORNO, calcados sobre IDADES PRESUMIDAS do TEMPO DE VIDA de cada ser humano.

Estes cálculos são feitos por economistas que se utilizam dos conhecimentos da ATUÁRIA, que é um ramo que fica entre a contabilidade e a matemática, de aplicação na economia, e uma das principais características destes cálculos é que se baseia em uma antiga tese conhecida como LEI DOS GRANDES NÚMEROS, ou seja as grandes proporções do cálculo em função de gigantescas populações.

LEI DOS GRANDE NÚMEROS é magia negra econômica pura pois leva em considerações fatores que são imponderáveis e tal qual as pitonisas gregas de plantão, se utilizam da INFERÊNCIA daquilo que vai ocorrer se determinadas conjunções matemáticas, econômicas, e sociais ocorrerem, PORÉM, nunca conseguem prever com realidade o verdadeiro destino de alguns pontos realmente importantes na nossa vida: EXPECTATIVA DE VIDA DO SER HUMANO, e a VOLATIVIDADE da economia.

A expectativa de vida do brasileiro subiu bastante (Graças a Deus!) e então, estaos vivendo mais, e o interessante é que estamos tendo uma maior ou melhor qualidade de vida. Quem não acreditar basta lembrarem-se dos seus pais, tios e avós.

Esta maravilha – aumento da expectativa de vida – está QUEBRANDO todos os paradigmas de tudo aquilo que diz respeito a magia negra inserida na LEI DOS GRANDE NÚMEROS, pois a premissa ECONÔMICA E ATUARIAL de que eu “deposito um pequeno valor por mês”, em um determinado FUNDO, não importa se ele esteja em alguma instituição bancária, ou ainda em um determinado PLANO DE SAÚDE, ou no nosso caso, no PLANO DE APOSENTADORIA OFICIAL que é conhecido como INSS ou outros, dependendo de onde o ser humano está ligado juridicamente, por um “determinado tempo de vida”, vai permitir que eu consiga uma RENDA VITALÍCIA de tantos reais a partir de quando EU ME APOSENTAR, ou EU PRECISAR DE UM PLANO MÉDICO, ela tem se revelado FALSA ao longo da nossa história, é é justamente por este motivo – avaliar o imensurável – que a maioria dos PLANOS de aposentadoria foram quebrando ao longo da caminhada da nossa evolução.

Lembrem-se dos nomes: IAPI, IAPETEC, IAPalguma coisa, e assim seguem-se, inclusive o antigo BNH, em seguida os demais planos de habitação popular.

Quantos bilhões de brasileiros somos?

Todos aqueles que HOJE RECEBEM ALGO, fizeram a sua poupança, pagando valores como fizemos nós os que contribuímos?

Quais foram os direitos sociais de aposentadorias concedidos pela nova Constituição, pelos novos Direitos Sociais?

Quantos milhões de casas populares (realmente necessárias) foram construídos?

O problema está em dois viés, primeiro que todas as premissas e elucubrações matemáticas, econômicas e atuariais utilizadas na montagem de CADA PLANO, até pareciam manter uma certa coerência com a realidade sócio econômica temporânea, MAS, sempre foram dissociadas da realidade na linha do tempo, e então, o BOLÃO INICIAL que se pretendia CONSTRUIR com a poupança social de todos os níveis da população, mesmo que tenham sido bem aplicados na linha do tempo, não foi, nem nunca será suficiente para suprir todas as novas realidades que surgiram e surgirão, advindas de uma má economia mundial, da multiplicação hiper-super-astronomicamente rápida da população, e a multiplicação de novos direitos sociais, dos quais não haviam sido projetados, construídos, supridos, os fundos (recursos, contribuições) para que ele pudesse ser concedido.

Tenho certeza de que você que me lê neste instante, somente compra um carro novo se possuir dinheiro na carteira, ou uma linha de crédito que permita você amortizar em um determinado prazo de tempo.

É isto que seria necessário existir e não existiu, para os novos direitos sociais, para o aumento da expectativa de vida, para as derrocadas ocasionais da economia.

Por fim, creio que tudo isto serve para deixar claro que aquele conceito antigo, arcaico, e desfocado da realidade de que “eu pago ao governo – INSS – por um tempo e depois ele me mantém pelo resto da vida, é apenas CRENDICE POPULAR, e volto a insistir que não estou escrevinhando estas linhas para defender ninguém, mas sim, e tão somente para demonstrar, apenas de forma superficial o CONCEITO sobre o qual se OPERACIONALIZOU todas estas economias populares, e encerro lembrando que no caso do INSS, também padeço do mesmo mal, de ter construído pelo teto máximo por mais de 20 anos e hoje ficar até envergonhado de falar no valor mensal que a poupança que fiz por mais de 30 anos no INSS está rendendo.

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