Dos problemas

Sobre os problemas, eles existem, sempre existiram e sempre irão existir. Fazem parte e são inerentes ao exercício do viver.

Então não importa a tentativa de acabar com eles, mas sim, importa o fator superação, ou seja, a forma como o indivíduo vai fazer o enfrentamento daquilo embutido no problema à cada momento que o aflige.

Como lição inicial da busca pela solução é importante que ele seja dividido em três partes, primeiro aquilo que já causou prejuízo, segundo a parte dele que está causando influência no momento, e terceiro os efeitos que ele pode causar no futuro se não for contido.

Normalmente a solução está contida no estudo e análise do passado (porque ocorreu – como surgiu) e do presente (porque continua).

Como tudo, depois de identificado, sistematizado e estudado, a solução fica fácil pois houve a dissecação anterior, mas acima de tudo, depende (sua solução) do enfrentamento (forma de se comportar) para definir sua solução e coibir sua volta.

A necessidade de superação determina o enfrentamento que o indivíduo irá aplicar para transpor as barreiras trazidas pelos problemas quando então assistimos um enfrentamento passivo [aguardar a chuva passar] que leva à uma sequência lógica de ações ou falta delas, e o enfrentamento ativo [estudo, dissecação da questão e o traçado de um planejamento] que vai determinar a realização de ações visando a mudança do status quo, bem como a sua continuidade.

O enfretamento é e sempre será a realização de um exercício, primeiro de descobrir as causas (ontem), segundo de administrar as situações (hoje), e terceiro, determinar ações que possam impedir, coibir ou reduzir o efeitos [futuro].

Muito, por serem superficiais, conseguindo minimizar os efeitos atuais deixam de estudar e refletir sobre as causas [passado] e assim, novamente terão os mesmos problemas, com as mesmas intensidades, lá no futuro. Esta conclusão nos leva crer que diante dos problemas o indivíduo deve ser sempre profundo, estudando e refletindo sobre as causas, o que irá permitir que possa projetar um novo futuro.

Como a maioria dos indivíduos é superficial, a ação de um que seja profundo, que busque analisar as situações que causaram os problemas, para poder refletir e prevenir o futuro, podem ser tidas como teimosia ou ainda como tentativa ou tendência de ficar repisando o passado.

É claro que à cada situação questionada é importante e necessário o respeito à individualidade do indivíduo o qual tem a sua própria concepção e nível de consciência, certamente diverso um do outro.

Walmir da Rocha Melges – 23 de agosto de 2015

Copyright © 2017 Todos os direitos reservados para WRM Auditoria e Consultoria Ltda

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?