Falando de cães, aqueles bichos domésticos

Autor: Walmir da Rocha Melges em 29 de junho de 2013

Sempre gostei de cães domésticos e logo após o casamento tratei de encontrar um alegre filhote de Fox Paulistinha, do menor tipo possível, o qual e seus sucessores, proporcionaram ao longo dos anos que se seguiram e as crianças nasceram, alegres brincadeiras entre eu e meus filhos correndo pelo quintal de casa com os mascotes da família, mas sempre foi desta forma: gente fica dentro de casa e cão fica no quintal.

Passaram-se se os anos e as crianças acabaram adotando o costume do pai na relação quintal e casa, mantendo os mascotes lá fora, os quais foram substituídos por algo um pouco maior, como uma neta de são bernardo, pastor alemão, pastor belga, e mais recentemente labradores, muito embora minha filha mais velha prefira aqueles pequeninos de nomes esquisitos.

Agora, residindo em apto tenho apenas um quintal virtual e como ainda permanece valendo meu princípio de “cão lá fora e gente aqui dentro”, fui obrigado a adotar apenas cães domésticos virtuais para residirem no meu quintal virtual, e eles são realmente necessários, pois alegram a vida dos viventes, porém como possuem a característica de se tornarem os “donos da casa” e “escravizarem seus donos, acabei adotando alguns virtuais, um de cada tipo das raças que já tivemos presencialmente lá no passado e então, hoje, liberto da escravidão da presença física, chamo-os para brincarem ou passearem apenas quando dá tempo, ficando livre também de ser obrigado a administrar os problemas psicológicos deles e os insistentes costumes em relação aos sapatos, chinelos, roupas no varal de secagem e o seu sofá preferido de “ver tv” e descansar ser molhado não com a água natural.

Hoje, por, exemplo, levante-me cedinho, chamei o são bernardo e fui passear pelos campos, onde alegremente ele ia registrando os seus achados e demarcando o seu novo território, e quando percebi já havia percorrido 1.981 quilômetros, quando decidi retornar para casa pois já estava chegando perto de locais onde haviam passeatas e protestos, alguns na mais perfeita paz, e outros com badernas e pontilhados por ”quebra-quebra”.

Decidi retornar então, pois para passar por aqueles locais é recomendável que eu esteja acompanhado dos pastores, um belga e outro alemão que responde por um nome árabe, mas quando eu lá for com eles, retorno para contar o que eu ver.

Recomendo então que todos tenham cães, principalmente estes virtuais, e se você, nas suas andanças virtuais por acaso encontrar um dos meus cães virtuais e ele reconhece-lo como meu amigo, não se espante se ele se aproximar e cheirar o seu mouse, aliás, o mouse do seu computador.

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