Historiando na vida prática (turismo em Santa Rita do Passa Quatro – SP)

Walmir da Rocha Melges – Especial para Gazeta de Santa Rita – 24.07.2013

Gosto de estudar a história dos povos, de todos eles, pois dela – história – podemos tirar maravilhosas e importantes lições de vida e procedimentos os quais podem explicar o que vemos ocorrendo ao nosso redor, como também nortear nosso futuro e assegurar que nossas metas, sonhos, aspirações e necessidades possam ser em sucedidas, e é claro, que também podem explicar o insucesso de muitas.

Muito temos ouvido falar sobre o turismo de Santa Rita do Passa Quatro (SP) nos últimos tempos e pessoalmente tenho a satisfação de estar contribuindo para que isto – reflexão e opinamento geral – aconteça, e de tudo que temos ouvido, as claras e as escuras, vou me permitir dar importância maior para um aspecto básico necessário ao nosso entendimento.

Falo então de um viés que todos ouvimos, o qual pode ser sintetizado nas seguintes palavras: “NÃO PODEMOS DIVULGAR A CIDADE AINDA, POIS NÃO TEMOS ESTRUTURA PARA RECEBER TURISTAS”.

Assim, explorando este viés, e contribuindo para a sua desmistificação – de impedimento – teço algumas considerações, as quais ofereço para reflexão geral na – minha – esperança de que a desmistificação possa produzir algo melhor do que os viés que se misturam no corolário político citadino, mas digo que minha vontade seria de utilizar um outro termo, qual seja “contextu pulíticu”, exatamente com a grafia errada, para dar o sentido de que quando falamos de um bem estar social que possa revolucionar, em geral a vida da nossa sociedade e dos seus membros em particular, não podemos nos dar ao luxo de tergiversar, ou seja, praticar a má política, eu seria então mera “pulítica”.

Mas, voltemos aos valiosos aspectos históricos sobre o “ter ou não ter” a famosa estrutura turística, tão famosa, mas que ninguém consegue situar, com precisão, sobre o que nos falta (cidade).

Para iniciar o assunto sou obrigado a me lembrar eu visitei, fisicamente, umas poucas vezes como turista comum, mas na maioria com o chapéu do observador, do estudioso, no sentido de conhecer o que os demais fazem e que nós de nossa cidade não fazemos, mais de vinte locais reconhecidos pelos governos estadual e federal, como DESTINO TURÍSTICO, e destas viagens, muito embora tenha encontrado locais lindos, todos eles com recursos naturais diversos, sou categórico e corajoso (não temerário) em afirmar que pouquíssimos destes DESTINOS possuem uma oferta tão farta de locais, todos eles com pequeníssima distância do centro da cidade, e quiçá, a única exceção seja Brotas, com oferta formidável e locais realmente maravilhosos, mas nem tão perto do centro da cidade como o nosso caso.

Deixo de relacionar e elencar os nossos locais, pois isto seria chover no molhado uma vez que seria até impossível que um cidadão consciente não conheça pessoalmente TODOS os nossos locais de interesse turístico.

Quem sabe publicarei, nos nossos grupos no Facebook, uma foto de cada local que visitei, mostrando apenas um simples contexto importante de cada um deles, e isto, se o fizer, será apenas e tão somente para aguçar o imaginário popular, de como poderíamos ser, desde que houvesse VONTADE individual dos cidadãos e investidores, cada um exercendo suas ações de divulgação dos seus estabelecimentos e da cidade, uma vontade que fosse suficiente para quebrar este círculo vicioso no qual estamos inseridos, da falta de ação e do excesso da palavra vazia.

Neste parágrafo especificamente, falo solidificado pelo que vi nos últimos 11 anos, nas variadas promessas individuais e coletivas como aquelas que fazemos para nós mesmos e para nossas famílias por ocasião do Natal, do Reveillon e do nosso Aniversário, quando pretendemos, “apenasmente” (termo novo para dar ênfase na retórica) que seremos reconstruídos no novo período a seguir. Digo isto, como investidor no trade turístico de nossa cidade, como estudioso do assunto e como ofertador de oportunidades reflexivas (coisa que sempre o fui, desde criança).

Fechando então o assunto com “AQUILO QUE DIZEM QUE NÃO TEMOS”, e que então “ESTARÍAMOS IMPEDIDOS DE PRETENDER MAIS TURISTAS PARA A CIDADE”, retornando ao Brasil Imperial, exatamente no momento em que o Príncipe Regente D. João, chega a idade do Rio de Janeiro, para onde veio, fugindo dos efeitos Napoleônicos.

Curiosamente o Príncipe João chegou em um momento em que a cidade ainda não tinha nenhuma condição de recebe-lo, faltando casas para os nobres e comida para os pobres, faltando comida para todos e trazendo com isto a discórdia e problemas de saúde proporcionadas pela superpopulação.

Imaginem isto – esta cena – em um filme comandado por Spielberg com todos os efeitos possíveis demonstrando o desequilíbrio que aqueles milhares de portugueses provocaram na Vice-sede do Reinado Português.

Mas, diante de tudo isto, a cidade se reinventou, pois os investidores constataram na pele, no sangue, aquele ditado chinês que prolata que o ideograma que tem significado de CRISE, também tem o significado de OPORTUNIDADE.

Assim, a cidade se reinventou, os cidadãos, e a par dos problemas gerados pelo gigantesco afluxo humano, os que se interessavam por desenvolvimento comercial também se superaram e hoje lá está a menina (parodiando um amigo de Santa Rita) conhecida mundialmente como Cidade Maravilhosa.

Pergunto então a todos, VAMOS VENDER A NOSSA MENINA?

Qual o mote que vamos utilizar para vender ela lá fora (mesmo aqui em Ribeirão onde estou neste momento). Conversei agorinha cedo, por telefone, com a Cris do Depto de Turismo, por quase meia hora, e um dos assuntos que falamos foi exatamente a necessidade de encontrarmos nosso mote.

Dei a ela a ideia de adotar um nome de Cuesta de Santa Rita, que seria prolongada com a Cuesta de São Simão, e ligada com o vale do Porto Ferreira, onde poderíamos criar um ROTEIRO TURÍSTICO.

Ah! Retornando a Cidade Maravilhosa, o interessante e que o Príncipe Regente tomou uma providência curiosa e importante naquela época: “Declarou Abertos os Portos as Nações Amigas”.

Então, caros concidadãos, concito-vos a participarem efetivamente da ABERTURA DOS PORTOS DA NOSSA CIDADE AOS TURISTAS AMIGOS.

Copyright © 2018 Todos os direitos reservados para WRM Auditoria e Consultoria Ltda

DMCA.com Protection Status

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?