Igualdades e isonomias

A história nos legou muitas lições maravilhosas sobre a igualdade entre os homens e a isonomia de tratamento que deve ser dispensada para todos eles, e para sintetizar o assunto vou versar somente sobre duas lições, uma delas de base essencialmente religiosa e sentido “Erga omnes”, aplicável à todos os homens sem distinção, e que acabou por tomar importante variação jurídica no sentido de se proteger igualmente à todos, e outra lição, essencialmente prática, de cunho filosófico e aplicação social, a qual acabou por se tornar também essencialmente importante na delimitação dos relacionamentos econômicos.

Primeiramente falo então da lição que nos repassou e recomendou o Nosso Senhor Jesus Cristo, de aplicação realmente universal que é o “amar ao próximo como a si mesmo”, e que nos induz a se comportar com terceiros seguindo a mesma forma que nos comportamos conosco mesmo, lição esta que deve medrar em nossa consciência e determinar todas as ações que praticamos visando o aspecto social e humano, mas que, infelizmente não se coaduna com as práticas adotadas pelo mercado no meio empresarial e econômico.

A lição de Cristo implica então em prepararmos nosso espírito para uma nova vida, para que possamos entrar em uma nova morada quando ocorrer a caída da matéria e o espírito, tal qual está situado na Bíblia Sagrada, no Antigo Testamento e no Testamento de Cristo (Evangelho), retornar ao Pai Criador, e a aplicação desta lição, é claro que somente tem atuação na vida material daqueles que se consideram como cristãos, ou sejam, seguidores dos mandamentos de Cristo.

Por consequência, na vida material – assim denominada pelos religiosos como “aqui na terra” – dentro do meio, empresarial e econômico, aquelas regras de Cristo não encontram eco nem guardam isonomia ou aderência, uma vez que, segundo o dito popular, “para se viver é necessário sobreviver”, e então para que o ser humano sobreviva neste mundo material, mister se faz que ele adote então os preceitos filosóficos materiais, como por exemplo, os de Ruy Barbosa, cognominado “O águia de Haia” nos deixou valiosas lições, dentre eles o axioma de que “A verdadeira igualdade está em tratar os desiguais na medida em que se desigualam”.

A palavra e qualidade conhecida como igualdade, traz junto de si, de forma complementar uma outra, ou seja a isonomia, a certeza de que “todos são iguais perante a lei”, e que não deve ser feita nenhuma distinção entre pessoas “que se encontrem na mesma situação”, e esta é a certeza que serve de rocha básica e fundamental para o mundo jurídico e assegura aquilo que consideramos igualdade.

Walmir da Rocha Melges – 27 de junho de 2015

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