Instantâneos pessoais – A neblina do mundo

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Autor: Walmir da Rocha Melges

Muito embora o negror da noite já tivesse ido embora, a neblina estava tão densa e escura que nem era possível OUVIR o barulho dos caminhões, quanto mais vê-los!

Parti da Glória de Santa Rita do Passa Quatro (SP) e subi a pequena serra com bastante temor pois a visão era de apenas alguns metros a frente do meu rocinante, que corajosamente lançava-se a frente para vencer a pequena distância que nos separava da autoestrada e ao chegar nesta deparei-me com a mesma cena de total impossibilidade de visão onde muito já teimavam em perseguir seus caminhos por haverem, certamente, muitos moinhos de ventos a vencer.

Chegando ao primeiro pedágio lá estava ele, e do sempre imponente e iluminado, restava apenas o lubregre bruxulear tímidos das suas centenas de luzes tentando varar aquela densa bruma negra onde o meu rocinante já exclamava admirado: Oh! Estamos em Avalon! Será que logo mais verei a Senhora do Lago? Será que ainda é Viviane?

E assim sosseguei o rocinante e continuei, já pela autoestrada em direção a Ribeirão Preto na certeza de que lá já me aguardavam os dragões diários como também as hidras com as certeiras perguntas tipo “decifra-me ou te devoro”, e somente já pertinho de Bomfim Paulista, nas imediações de Ribeirão Preto foi que tudo ficou claro e o céu retornou o seu curso normal, fazendo com que meu rocinante novamente raciocinasse: Será que estou perto da Cidade da Luz?

Vem, caros amigos, foi assim que tudo ocorreu nesta manhã e agora já estou na segurança da minha mesa de trabalho nesta linda metrópole, e se fui infiel em alguma das informações, que o digam vossas majestades.

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