MUDANÇAS INDIVIDUAIS: Tentar influir ou não no pensamento individual.

“A vida se renova e se amplia à cada instante desde que estejamos com os olhos e ouvidos abertos”.

É curioso como as ideias e correntes de pensamento podem ser contraditórias. Cotidianamente ouvimos lições que tentam nos passar conhecimentos e orientações que possam funcionar como reflexão pessoal, onde os autores pretendem que façamos uma mudança interna no nosso proceder e na forma como encaramos a vida “tal como ela é”.

Um dos chavões mais falados atualmente nos diz: “NÃO QUEIRA MODIFICAR O SEU PRÓXIMO, PRIMEIRO MODIFIQUE À SI MESMO”, onde alguns autores chegam à elencar esta pretendida atitude, como uma demonstração de maturidade.

Bom, primeiro, podemos perceber que esta é uma reflexão deveras interessante pois se “alguém pretende que o seu próximo não tente modificar as pessoas que o cercam”, já, de cara, dá para perceber que o autor da recomendação NÃO está praticando aquilo que ele recomenda, haja vista que ele está tentando influir no pensamento dos seus leitores.

Se a recomendação de não influir é realmente importante, o autor da recomendação já errou de pronto.

Por outro lado, existem outros focos sobre os quais podemos também refletir. Então, “se a recomendação de não influir é realmente importante”, para o que é que servem os professores, os doutrinadores, os orientadores, os líderes?

Se as pessoas não devessem tentar influir no pensamento os seus semelhantes, para o que serviria a escola, os seminários profissionais, para que existiriam os padres, os pastores, os líderes espirituais e comportamentais.

Como poderíamos pensar em um mundo em desenvolvimento se todos fossem apenas rasos nos seus conhecimentos.

Certamente seria um mundo cruel pois apenas “aqueles que já nascessem com todas as respostas é quem seriam os donos do mundo”. Os demais seriam meros cordeirinhos que iriam permanecer no mais raso conhecimento.

Analisando a história da humanidade podemos perceber que foram poucos os que “nasceram com todas as respostas”, seguidos de um grupo pequeno também, os quais “conseguiram crescimento pela observação”.

Desta forma revelam-se como necessários os que “passam a vida tentando fazer com que os demais modifiquem o seu proceder”, tentando mostrar que “existe vida fora da caixinha individual”.

O princípio básico das aglomerações de estudo é o de exercer justamente este fator, demonstrando aos seus membros e seguidores, novas formas de encarar a vida.

O princípio pétreo das escolas filosóficas é este, o de fornecer uma “nova luz” aos que nela adentrem, e esta “nova luz” ela se renova à cada dia a medida em que se aumenta a reflexão do conhecimento individual, principalmente quando alguém ouve os demais e refletem sobre aquilo que ouviram”. Isto provoca o progresso de um povo.

“É na caminhada matutina que podemos ouvir o zumbido das cigarras, o primeiro voo dos passarinhos, o desabrochar as flores, o amadurecer das frutas, e o primeiro voo da nova borboleta amarelo ouro”.

Walmir da Rocha Melges – 1º. De julho de 2017 [nascer de um novo semestre]

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