O FIM DO MUNDO – Pelo menos o do plano político vigente

Antigamente o fim do mundo estava apenas restrito ao plano espiritual dentro dos aspectos religiosos onde se acenava aos crentes a existência de “uma nova vida futura”, após a morte, fora da matéria corrompida pela carne, onde esta nova vida estava condicionada ao arrrependimento dos pecados seguido de um pedido de perdão e a aceitação do bem representado por DEUS. Como conclusão o indivíduo deveria abominar o mal.

Normalmente aquele temido limiar era apregoado por monges de palavras furiosas, padres e pastores de discurso exacerbados e crentes em estado de transe, mas, agora, nestes tempos modernos, o fim do mundo desmistificou-se em uma parábola de conteúdo apenas material, mundano, e travestiu-se apenas em uma moral social, ideal à ser conseguido, como meta singela deste mundo material.

O curioso é que neste novo mecanismo material a ser cumprido não está presente o arrependimento, mas sim, uma mera penalidade que certamente não irá sanar todo o mal que foi praticado, o pagamento de alguns valores monetários insuficientes do ponto de vista de satisfação das necessidades sociais suprimidas e a celebração e um pacto que não é obra da fé, que implicaria em uma renovação do espírito, nem comprova que o indivíduo está compungido ou mesmo envergonhado dos maus atos praticados, alguns deles já considerados como crimes contra a humanidade.

De qualquer forma, os possíveis efeitos, deste “fim do mundo moderno” é aguardado e almejado pela consciência social pelos efeitos que poderão produzir, muito embora exista a dúvida de que possam ser duradouros e definitivos, e se a nova sociedade que surgirá será mais justa, somente o tempo dirá.

Por ora, aguardemos apenas este próximo fim de mundo, mesmo que seja apenas mera figura de retórica e não guarde aderência ao fim do mundo espiritual.

Walmir da Rocha Melges – 18 de dezembro de 2016

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