O MERCADO É O REI. SERÁ?

Walmir da Rocha Melges em 31 de julho de 2013

O MERCADO É O REI. SERÁ?

Muitos já muito versaram sobre o mercado, mas sempre permanece uma pontinha de oportunidade para refletirmos sobre suas facetas. E você, acredita piamente que o mercado é o rei?

Reflitamos então, neste momento, não sobre os “nichos de mercado”, mas sim, sobre o mercado massificado, assim entendido, aquele eu atende a mar parcela da massa populacional e tentemos entender qual é o seu direcionamento.

De uma forma geral iremos encontrar como interesse geral, em um primeiro momento, décadas atrás, um mercado que se preocupava com o produto (qualidade do produto e não discutia preço de forma organizada) e isto podemos comprovar pelos slogans que se formaram tais como “é uma Brastemp” e outros.

Em seguida passamos por vários outros movimentos, épocas nas quais a preocupação ou atenção do consumidor estava voltada para outros aspectos inerentes aquilo que era a sua atenção no consumo, era o seu objeto de desejo, até que hoje a predominância é o prazo, fator que de forma massificada determina a opção de compra do consumidor, porém tudo isto não é privilégio nosso – brasileiro – mas sim, tendência mundial.

A prova de que hoje o rei curvou-se ao prazo e faz pela alta proliferação de empresas fabricando o mesmo tipo de produto com pequeníssimas diferenciações entre eles, e em alguns setores, como o da eletrônica, apenas se utilizando de componentes fabricados por uma pequena quantidade mundial de empresas, situação que propiciou a criação de grande quantidade de montadores travestidos como fábricas.

Quem sabe o conceito “prazo” possa ter sido inserido em nossa economia através dos grandes magazines há algumas poucas décadas atrás, porém ele se consolidou e os consumidores se acostumaram a raciocinar não em relação as capacidades intrínsecas do produto, nem aos aspectos ligados ao custo benefício ou a necessidade, mas sim, em relação ao apelo comercial do oferecimento ao mercado, situação que é suportada pelo prazo concedido, e assim de um lado, raciocina o consumidor se “aquela parcela” cabe no seu orçamento e do outro lado, a empresa, que forma uma carteira de recebimentos e dela tira proveito para seus objetivos e necessidades econômicos, e no meio disto tudo, até novos aspectos contábeis e jurídicos foram redesenhados e criados.

Nisto tudo, permanece a indagação inserida no título deste raciocínio, para que cada um reflita se realmente o “mercado é o rei”, ou se “este rei” está sendo manipulado por algo maior representado pelas táticas econômicas e mercadológicas das empresas em busca de “ocupar o seu espaço no mercado”.

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