O mundo nunca foi tão hedonista como hoje o é

Walmir da Rocha Melges – 1 de fevereiro de 2014

Cada era da humanidade trouxe inovações e mudanças, algumas boas, outras nem tanto, e cada povo dedicou-se, ao longo da sua linha de tempo, cada um a seu tempo a facetas comportamentais e de decisão em prol de “algo que era valorizado” em cada era, e o tempo que cada geração dedicou aquele determinado mote provocou a melhoria, estagnação ou retrocesso das gerações que se seguiram.

Analisando a história da humanidade, buscando pontos concordantes ou de aderência na história individual de cada povo, podemos encontrar um “único ponto em comum” que causaram, ou melhor provocaram a revolução do seu destino (objetivo), a superação e solução dos seus problemas, e isto podemos comprovar que ocorre não somente com o coletivo (a sociedade), mas com o individual (ser humano) também.

Curiosamente, este “ponto em comum” ocorreu e está ocorrendo independente de ideologias políticas, e ele pode ser identificado como a “era de dedicação global ao estudo”, ou seja, uma era onde todos, governantes e governados, decidem empenhar-se no desenvolvimento educacional e cultural do individual, onde o governo propicia as condições necessárias para que “esta mágica”, esta mudança possa acontecer, e por outro lado, o povo de forma individual cumpre a sua parte no esforço de superar-se.

Isto ocorrendo, as gerações que se seguem colhem melhores frutos individuais e coletivos que as gerações que as antecederam.

Analisando o exemplo do Japão na época pós guerra encontramos tal comprovação, e não adianta nos lembrarmos da ajuda que os americanos forneceram em recursos materiais, financeiros e intelectuais, pois auxilio externo (ao indivíduo e a sociedade) isto ocorre cotidianamente, e então o que foi preponderante é que tanto o governo daquele país, como os seus habitantes, decidiram empenhar-se na mudança, acreditando em um mundo melhor.

Atualmente podemos exemplificar com outros povos, também asiáticos e determinados como os japoneses, também organizados e metódicos, porém tutelados por um regime politico diverso: a China e a Coreia do Sul, países estas que estão em fase adiantada de privilegiar o estudo, já colhendo frutos que os colocam dentre os povos mais desenvolvidos e causando ameaças a soberania econômica de outros povos tidos como mais avançados.

De forma concreta vemos que a quantidade de horas de estudo de cada habitante daqueles países, dedicadas ao estudo e atualização cultural e profissional ocupam boa parte do horário que cada habitante dispõe para si, mas todos lá sabem que somente esta “dedicação individual” poderá gerar benefícios a sociedade.

Vejo com pesar que nosso país ainda esteja na fase hedonista de privilegiar o samba e o futebol, os quais nada tenho contra eles, mas as horas investidas pelo comum em entender e discutir, como também em praticar tais atividades, é superior as horas dedicadas ao estudo pessoal, porém esta idiosincrasia momentânea não é privilégio de nós brasileiros.

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