O mundo se transforma

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Walmir da Rocha Melges – 13 de fevereiro de 2014

Nasceu, nos primórdios dos tempos, uma grande ninhada, composta por muitos irmãos e irmãs, e como soe acontecer nos dias atuais, alguns se destacaram mais que os demais e dentre eles se instauraram a controvérsia, o paradoxo e a conveniência.

Uma destas irmãs – a filosofia – logo se destacou em tentar explicar a razão e a verdade ao homem, e para melhor servi-lo, de revestiu de dois vieses ideais que se mantém até nossos dias, levando o consolo e o conforto para que o homem pudesse melhor enfrentar os obstáculos e agruras da vida, quando então apresentou para uns, essencialmente práticos, a parte da moral com pedra fundamental, e, ao mesmo tempo, para outros, mais místicos, a religião, também como pedra fundamental, a primeira oferecendo lições de como se comportar na sociedade material e a outra como se preparar para a sociedade espiritual que sobreviria a vida material.

Alguns daqueles antigos, foram essencialmente práticos, outros essencialmente dogmáticos e outros adquiriram ambas as facetas, todos explicando os fatos cotidianos diante da sua razão, moral, religiosa e mística, mas é claro que sobre todos, pairava Lá Em Cia, aquele que Tudo Construía, tentando oferecer uma melhor vida para os que Nele Criam e se empenhavam em seguir os preceitos recomendados, seja os da moral comum, ou da moral religiosa.

Como não se pode ter tudo nesta vida, uma outra irmã – ciência – da mesma prole começa aos poucos produzir seus adeptos, dentre aqueles que não criam com toda a certeza ou firmeza e assim, nasceu naquela grande e importante família a controvérsia, a contradição, as lutas menores em prol de firmar e afirmar os ideais menores, chegando então ao descontrole social que levava a todos em uma espiral dentro daquilo que apenas para simplificar podemos situar como um comportamento ditado pela ética da conveniência hedonista, até que, vindo das esperanças, nasceu uma Nova Luz que trouxe Novo Norte para todos onde Aquele que Tudo Criou se mostrou em carne humana, ofereceu-se para purgar todas as moras e se firmou como Pedra Fundamental única, demonstrando que o único caminho a ser trilhado era o espiritual, e que a persistência nele poderia assegurar uma nova vida.

O curioso é que foi um delimitador entre os tempos, tão forte, que criou uma nova contagem, para uma nova era, mas como o tempo Dele dentre os antigos era apenas passageiro e professoral, decidiu, Ele que havia escolhido e ido escolhido escolher outros que pudessem levar sua mensagem adiante, e dentre todos os escolhidos, novamente escolheu, um menor que nem havia conhecido em carne, ao qual assegurou a maior missão já encetada e realizada com sucesso no mundo material, e a prova viva de que este, menor, conseguiu sucesso é eu até hoje todos lemos as suas palavras, nascidas não da sua mente, mas sopradas Daquele que o escolheu.

Suas palavras – Dele – foram e são perenes, mas eis que, novamente, o mundo encontra-se na mesma encruzilhada daqueles tempos antigos, e muito embora os problemas aparentem ser novos, na realidade são os mesmos daquela época, qual seja a proliferação da idiossincrasia humana em todas as suas manifestações, e isto, não sou eu quem atesta a veracidade, mas sim, as novas formas de multiplicação do acontecimentos, todos eles estampados nos novos meios de comunicação contemporâneos, pela televisão, jornais e mais modernamente pela internet.

E assim, naqueles tempos, escolhido pelo Escolhido, dentre os escolhidos, eis que surgiu Saulo chamado Paulo, vindo de Tarso, onde era mero tecelão estudioso, transformando-se em operário-profeta em Éfeso e Corinto, para em seguida manifestar-se como místico-trabalhador em Filipes e Tessalônica, revelando-se teólogo-artífice em Roma e Atenas, mas mantendo sempre aqueles tecidos grosseiros que produzia das suas próprias mãos com pelos de carneiro, o qual vendia em praça pública onde se revelava o doutor-tecelão, tudo fazendo para manter-se com os parcos rendimentos que assegurasse não depender dos demais enquanto concedia as Boas Novas graciosamente.

Todo este esforço, arquitetado Por Aquele que nos olha Lá de Cima, e que sempre quis nos transformar, hoje, em melhores que fomos ontem.

Viam então, naquelas priscas eras, os apóstolos de Cristo, todos eles, um povo malicioso, volúvel, que se subordinava as manipulações, materialistas e hedonistas, politeístas e depravados, ou seja, campo fértil para que pudesse brilhar a esperança de uma Boa Nova.

Vemos hoje, nós, comuns mortais, sem nenhuma das qualidades daqueles escolhidos, o mesmo quadro involutivo da sociedade que perde, aos poucos, o controle de si mesma, e tudo isto, com a mesma doença social, comprovando que o mundo se repete.

A diferença é que naquelas eras, existia a promessa de quem viria os salvar, e Aquele que Escolhe, escolheu a si mesmo, para ser o Escolhido, transmutando-se em próprio filho, e hoje, o que temos? Quem seria o novo escolhido, e que boas novas ele viria nos trazer, materialmente, para que nossa humanidade pudesse superar-se?

Digo materialmente, boas novas materiais, apenas pelo motivo de que a superação religiosa do nosso espírito ainda cá está dentre nós, muito embora já existam muitos que tentam dia-a-dia fazer desaparecer o misticismo, transformando-se tão somente em uma materialismo que apenas induz a destruição.

E assim, fica a reflexão: O mundo se recicla. Tudo bem. Mas qual será a nossa próxima parada?

O tempo do Apocalipse de João já se foi, e João não deixou ninguém com o seu poder de enxergar o futuro, mas hoje cá está a Ciência, aquela irmã da Filosofia, nos desafiar e amedrontar com as suas previsões, com aquilo que enxerga como nosso futuro em relação ao meio ambiente, em relação a depauperação da sociedade. Será que João foi realmente embora, ou apenas hoje reveste-se de um linguajar que podemos compreender melhor? Não nos esqueçamos, que tal qual o João de ontem, o de hoje – os cientistas modernos – também falam pelas letras que não conseguem comprovar, mas apenas, prever como será.

A Boa Nova, pelo menos a espiritual, já foi sedimentada. Teremos uma material? Não estaria a espiritual já ameaçada pelo extremo materialismo?

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