OS CONTROVERTIDOS LIMITES DA CAIXA SOCIAL

Nem bem terminamos de nascer e levar o tradicional tapa no traseiro, já entramos compulsoriamente em uma “caixa social” que possui as características do segmento social no qual nossos pais tiveram origem, onde vivem no momento do seu nascimento e o ambiente no qual aquela célula social está inserida na sua localidade, como também no “momento vivido” pelo seu estado, seu país e o “clima” do mundo no momento.

Nesta caixa vamos crescendo, adquirindo nossos pequenos dentinhos, dando nossos primeiros passinhos e aprendendo a dar as nossas primeiras mordidinhas, tudo isto não somente no plano “físico, natural”, mas também no plano alegórico pois à medida do nosso crescimento, cronológico, intelectual, profissional e humano, este ritual de dentinhos, passinhos e mordidinhas também vai evoluindo e contribuindo decisivamente para a nossa sobrevivência, nos obrigando a nos adequarmos à realidade do mundo.

O crescimento implica na aquisição de conhecimento o qual primeiro é transmitido pelos nossos pais e parentes mais próximos, em seguida pelos amigos e vizinhos e também pela molecada lá da rua, para em seguida chegarmos à nova sequência de aquisição do conhecimento através dos bancos escolares que se sucedem em temas, locais, mestres e filosofias de ensino.

Um dia aquele conhecimento, fugindo da negação, revela uma expertise e permite que alguns se superem e revolucionem a sua vida pessoal, familiar, social, e quiçá nacional. Pequenina parcela chega a revolucionar de forma mundial, porém para muitos, a negação da realidade os mantém reféns de si mesmos na caixa original.

Os mais xeretas logo descobrem as controvérsias em como a utilidade/necessidade delas para que possa ocorrer o progresso, e logo se colocam a criar portas para saírem e retornarem à caixa, janelas para refrescarem e ventilarem o ambiente da caixa, começam a construir caminhos para poderem circular “lá fora” e retornarem em segurança e a construção de pontes para outras caixas funcionando como verdadeiros beija-flores que distribuem e coletam ao mesmo tempo, os conhecimentos que irão produzir a transformação, acelerando a evolução.

Passados os tempos, o normal é permanecer na caixa somente em “momentos de chuva ou tempestade”, existindo até alguns que “perdem o medo da chuva” e as enfrentam “lá fora mesmo”, construindo dentro e ao redor de si a proteção necessária para enfrentar as intempéries da vida, e é claro que à cada tempestade aumenta-se a visão e alargam-se as estradas fazendo com que o “mundo fique pequeno”.

Quando todo este processo ocorre dentro da normalidade dos bons princípios da ética e da moral, as qualidades da caixa original podem ter predominância, porém pode ocorrer desvios em relação à ética original delimitada dentro dos quadrantes da caixa, e para isto, existem os limites impostos pela moralidade, legalidade e transparência, que aliados ao espírito de fraternidade e responsabilidade move novos dentes nas engrenagens da vida e permitem o aparecimento de novos horizontes.

Em meio a tudo isto existe um elemento variável, externo às ações individuais próprias, qual seja a controvérsia, que funciona como admirável mola propulsora e aceleradora da evolução e do progresso, sendo estimulante para a proliferação do conhecimento e do fomento dos negócios e das relações comercial e interpessoal.

Propositalmente esta crônica não terá uma conclusão vez que seu objetivo é o de demonstrar que tal e qual a morte é uma certeza em nossa vida, também a controvérsia ela é perene, e assim diante desta afirmação novas controvérsias poderão ter início.

Walmir da Rocha Melges – 17.10.2017 – 09:20hs

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