PARADOXOS DAS BANDEIRAS [políticas, sociais, econômicas]

O povo vivia quebrado e ressentia da satisfação das suas necessidades básicas [saúde, segurança, etc.]. Tentando solucionar esta dicotomia, levantaram-se bandeiras e alterou-se a Constituição e o povo herdou novos direitos, porém a regulamentação de tais direitos foi realizada de forma irreal, distorcida da realidade pois ao mesmo tempo em que se concederam benesses, esqueceram de criar os fundos que pudessem gerar e suportar os novos custos das benesses concedidas.

Novamente vieram as bandeiras, muitas delas interesseiras e tergiversativas, e cuidaram de entregar estes nossos direitos concedendo privilégios que antes não existiam.

Como tudo ocorreu rapidamente os legisladores, agindo de forma defeituosa, esqueceram que para conceder algo é necessário que este algo exista, ou que existam recursos que possam suportar os novos custos.

E assim ninguém percebeu que estavam concedendo privilégios que geravam novos custos para os quais não havia dotação orçamentária, nem muito menos a geração de novas rendas governamentais que pudessem suportar os novos custos. O governo fez então, tal e qual o individual o faz cotidianamente, emitiu cheques sem fundos, gastou o que não possuía.

Em meio à esta movimentação desenfreada, acreditando que haveria um milagre econômico da multiplicação dos pães [o qual não ocorreu] e endeusados pelo sentimento de poder [de que tudo podiam], demonstra a mídia atual que os políticos se curvaram aos grandes interesses financeiros e viram neste pretenso crescimento irreal a oportunidade única de também “fazem a sua américa”.

Realmente muitos “fizeram a sua américa”, pelo menos é o que indica a mídia temporânea, e assim, o país e suas instituições quebraram pois acabaram-se os recursos e instaurou-se a amoralidade seguida de todas as suas irmãs, retornando tudo ao antigo tempo negro onde as necessidades sociais e familiares básicas novamente pereceram.

Assim, não importa se e quando novamente teremos outra solução salvadora [a qual tenho certeza de que surgirá] que coloque tudo nos eixos, mas a verdade é que “aquele país e aquela sociedade” faliram, da mesma forma que os ideais sociais e filosóficos puros foram pisoteados.

Devemos ter a certeza de que mesmo havendo a retomada, tudo aquilo quanto tenha sido perdido, continuará PERDIDO e não voltará. Poderemos até conseguir [à duras penas] novas receitas e bens, porém, o que foi perdido nunca retornará.

É necessário que a sociedade fixe em sua mente qual foi o monstro que provocou as perdas e o sofrimento delas decorrentes, para que possa estudá-lo e extirpá-lo do cotidiano para que nunca mais volte e novamente revele sua nefasta ação.

Quem é este MONSTRO perguntarão todos?

Seu nome é a CORRUPÇÃO, e anda pequenino ela apenas age nos valores sociais, para em seguida contaminar os ideais na medida em que como uma criatura envolvente, agindo como a serpente, seduz e faz com que o errado possa parecer o certo.

Este MONSTRO subdivide-se em duas classes, a do CORRUPTOR IMPLACÁVEL e a do CORROMPIDO, e tal e qual nos fundamentos da contabilidade moderna, o débito anda de mãos dadas com o crédito, também estes dois não podem existir um sem que exista o outro.

Uma pergunta deve ser feita e não pode calar: QUANDO É QUE O LEGISLADOR VAI EDITAR UMA LEI COMPLETA?

Quando é que ele vai se conscientizar de que para conceder algo é necessário que existam recursos para isto?

Quando é que ele vai se profissionalizar e estudar o caso, para constatar se aquela benesse que pretende conceder é viável do ponto de vista econômico e financeiro?

Quando é que vai se conscientizar de que ao criar uma nova benesse deve ser criada, ao mesmo tempo uma NOVA RECEITA?

Quando é que vai se conscientizar de que as benesses somente dar início aos desembolsos [pagamentos aos beneficiados] se HOUVER CAIXA FÍSICO para que isto possa ocorrer.

Quando é que vai se conscientizar de que apenas a DESTINAÇÃO ORÇAMENTÁRIA com base em fundos contábeis hipotéticos NÃO PODEM SER MOTIVO DE SAQUES E PAGAMENTOS?

Peço desculpas pela repetição das palavras acima, utilizadas apenas como reforço verbal e mental, ato este que julgo importante para que se crie realmente uma consciência dos fatos indicados.

Walmir da Rocha Melges – 20 de maio de 2017

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