Poder regulador e falta de coerência

Assistimos diariamente a criação e imposição de multas e penalidades para as várias faixas da economia, taxadas pela falta de cumprimento de alguma obrigação, mesmo que tal obrigação esteja diretamente ligada à fatores externos, como o atraso dos ônibus nas grandes cidades.

Notamos que pode existir um esquecimento por parte das autoridades que irão impor as multas pois normalmente as empresas de ônibus não são protagonistas, mas sim, são influenciados, tal qual o restante da população, pelo estado caótico atual do tráfego.

Este estado caótico nasce de duas vertentes principais, uma delas o excesso de compra de veículos, em quantidade maior que a possibilidade de tráfego, e outra delas, a incapacidade do próprio poder público que irá apenar as empresas de ônibus, que esquecem-se da sua missão primordial de regular o tráfego.

Cria-se então uma dicotomia social cruel e o exemplo dos ônibus é apenas exemplificativo, de um estado de falta de coerência geral que grassa o país.

Será que o mesmo Estado Regulador irá criar multas e penalidades para aplicar à si mesmo, quando ele mesmo, Estado, deixa e cumprir, à tempo e no prazo correto as suas obrigações básicas, como o fornecimento de segurança, saúde, educação, etc?

Serão criadas multas para serem aplicadas ao Estado pelo aumento da criminalização? Pela falta de punição à autores e atores da corrupção?

Walmir da Rocha Melges – Pirassununga, 07:59hs, 15 de julho de 2014

Copyright © 2018 Todos os direitos reservados para WRM Auditoria e Consultoria Ltda

DMCA.com Protection Status

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?