QUALIDADES E CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS: Da sociedade

Muito se discute sobre os eventos que ocorreram e que comprovam que a sociedade moderna está doente e em fase terminal, porém as discussões permanecem no campo das intenções, dos ideais, das especulações, e nada se faz para que este doente [ a sociedade] possa ser recuperado.

Tudo neste mundo possui qualidades e características, próprias e essenciais, as quais justificam a existência.

Por exemplo, os alimentos possuem a característica de alimentar e a qualidade do poder de alimentação está ligado à eficiência do fator essencial, de produzir maior ou menor qualidade do alimento. É claro que um pedaço de pão possui qualidade menor [potencial de alimentação] menor que um pedaço de carne.

As portas, janelas, paredes, grades, muros e portões dos prédios possuem como característica essencial a proteção que estes itens possam proporcionar às pessoas físicas e às jurídicas, e a resistência intrínseca de cada um destes itens determina a qualidade individual em relação ao benefício pretendido como proteção. Assim, os presídios e as empresas de valores possuem itens de proteção mais poderosos que os do comum.

Infelizmente, por motivos alheios à vontade comum, ocorre perdas de capacidades e de características, com o decorrer dos tempos, como uma banana que madura rapidamente e logo perde o seu poder nutritivo, ou o arroz que tem uma validade [tempo] maior, no qual permanece a sua essência alimentar.

Mesmo no caso das proteções que já discutimos, elas tendem a se contaminar e passam pela corrosão do tempo, onde perdem as suas características, vem como a sua qualidade, e então devem ser substituídas por novas proteções de melhor qualidade que possam lutar por mais tempo contra os efeitos do tempo e do vento.

Da mesma forma, a sociedade é composta por características essenciais que possam justificar a sua existência, o seu controle comum e o controle governamental, e dentre as essenciais destacamos, sem a pretensão de esgotar o assunto, as características ligadas à HONRA, à ÉTICA, e à MORALIDADE, as quais dão o suporte e estrutura à sociedade, vitais à sua sobrevivência, tanto e quanto os alimentos que nós humanos devemos ingerir individualmente para a nossa sobrevivência.

Passamos no momento onde estamos constatando que tal e qual os alimentos e os itens de proteção físicos perdem as suas características e qualidades essências no decorrer dos tempos, também as características sociais são solapadas pelo tempo e pelo vento dos interesses de uns.

“Muito se discute sobre os eventos que ocorreram e que comprovam que a sociedade moderna está doente e em fase terminal, porém as discussões permanecem no campo das intenções, dos ideais, das especulações, e nada se faz para que este doente [ a sociedade] possa ser recuperado”.

Pensa-se, erroneamente, que basta que os culpados sejam responsabilizados e condenados; e esquecem-se de que o principal seria a recuperação total daquilo que foi desviado, roubado, subtraído, aniquilado, e que a recuperação deve ser concomitante com a adoção de práticas que possam coibir, reduzir, anular as possibilidades de que tudo isto novamente venha ocorrer.

Antigamente, para as doenças, tínhamos o remédio bom, ou sejam os xaropes doces, e os amargos, ou sejam os xaropes com gosto de fel e as doloridas injeções, tudo isto seguido das providências que os pais tomavam para que as crianças não mais caíssem no mesmo buraco.

Com tudo isto chegamos à um outro limiar, ou seja, aquele que diz se a recuperação é ou não possível, se o mal pode ou não ser extinguido, mas isto fica para outra reflexão por ser mais profunda.

Walmir da Rocha Melges – 08 de dezembro de 2016

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