SE É PARA O BEM DO POVO E A SEGURANÇA NACIONAL DA NAÇÃO DIGA AOS DOIS “QUE FICAM”

Creio que vivemos tempos para se calar, porém diante do dito popular de que “quem cala consente”, parece-me melhor falar, e falando devo clarear que não posso julgar pois julgador não o sou, mas, sim, posso falar porque “observador o sou”, e na mera posição do observador posso falar das minhas esperanças as quais podem ser as esperanças de muitos.

Talvez a coisa tenha se enrolado tanto pelo fato de que tenham se unido dois polos de interesses tidos como doutrinários díspares, os quais acabaram por se encontrarem no terreno da Ética da Conveniência.

Dizem que de um lado, o mais radical e contundente, somou-se na sociedade de dois, um plano de poder, porém, pelos fatos que hoje assistimos e nos tiram o sono e a segurança, nos fazem crer que ambos tenham sido motivados por um plano de poder. Diz a mídia global que não obstante aparentes correntes doutrinárias diversas, ambos os lados sempre correram juntos e as fotos sorridentes que são oferecidas primam por confirmar, pelo menos, a união econômica destas doutrinas partidárias tidas como divergentes.

Em política, tal e qual no futebol, terminada a cena, resta apenas o debate do povo haja vista que os protagonistas correm, todos, felizes e satisfeitos, para a mesma mesa do mesmo restaurante, enquanto que nas ruas o debate se acirra e por vezes “o pau come”.

Do fato já consumido, qual seja, do julgamento por parte daqueles que detém o poder para isto, este observador, sem o condão a formação e o direito de julgar, apenas deixa clara a sua esperança de que tudo foi dentro de um só objetivo social, de proporcionar o bem para a sociedade.

Precisamos da segurança social pois somente ela irá assegurar a individual, a impressão concedida pela mídia é que não adiante tirar um pois os seus naturais sucessores diretos no plano político também são dotados da mesma qualidade, ou melhor da mesma falta dela. Assim ficamos impedidos de sonhar que a sucessão possa trazer algo diferente e inovador que leve a nau à porto seguro, não importando se através da substituição imediata ou através de alguma forma eleitoral do plano jurídico atual.

Concluindo, como mero observador que também se ressente dos efeitos negativos que o status quo atual tem proporcionado aos brasileiros, “clareio que fico na esperança” de que o direito concedido de continuidade possa sensibilizar o beneficiado no sentido de que, essa aparente moratória, ou apenas mera novação momentânea, tenha o significado que ele deve abster-se de eventuais práticas antigas e, tal e qual a figura retratada na Bíblia do Cristianismo, ele possa “tornar-se um homem novo” e como novo, produzir o bem que o país necessita.

Walmir da Rocha Melges – 11 de junho de 2017

Copyright © 2017 Todos os direitos reservados para WRM Auditoria e Consultoria Ltda

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?