SENSOS NIPÔNICOS – Crônica Satirizada

Quem não se lembra daqueles pequenos cinco sensos que os americanos do pós-guerra coletaram e sintetizaram no Japão e demonstraram como base de que aquele país se transformasse e chegasse a essa pujança econômica e industrial que hoje conhecemos?

Poderíamos rememorar odos eles rapidamente mas, o que nos importa hoje é que por detrás daquele único conjunto de senso propalados, deveras importante, existe um segredo importante e terrível que nunca foi divulgado a todos, e que representa a verdadeira ferramenta que transformou aquele país, e como eu, na minha juventude convivi anos a fio com a colônia japonesa, pude descobrir alguns outros sensos os quais revelo em primeira mão a todos:

ABUNAI – tem o significado de perigoso e, então toda mãe a ensina, desde os mais tenros anos este senso. Você se lembra daquela cerca de balaústre em madeira com as pontas espetadas para cima que dividia o quintal de sua casa com o do vizinho, e você teimosamente andava sobre ela? Quando a mãe japonesa pegava a varinha de marmelo e mostrava que aquilo era duplamente abunai, primeiro porque você poderia cair e vamos dispensar falar dos resultados, e segundo que a varinha de marmelo doía pra caramba. E assim este senso já promovia gigantesca transformação na vida das crianças.

KITIGAI – tem o significado de loucura, temeridade e então aquela mesma mãe japonesa já ensinava seus filhos a não mexerem com o que é errado e, quando o neném enfiava o dedo no nariz e em seguida enfiava o mesmo dedo na boca, aquela mãe gentilmente já estrilava. Você está louco menino, isto não se faz! E o menino já aprendia desde a tenra idade a comportar-se corretamente.

KITANAI – com o significado de isto é sujo, isto não presta.

IRANAI – com o significado eu não quero.

SHIRANAI – com o significado eu não sei. E então aquela mãe, quando o filho perguntava quando é que eu vou ganhar um notebook, ela respondia: Eu não sei, e emendava secamente: vá trabalhar menino.

Assim, caros amigos foram a repetição reiterada destes cinco sensos acima que criaram o clima de responsabilidade e permitiram aos americanos sintetizarem os outros cinco sensos que já foram popularizados nos meios da administração geral.

Mas, foram os primeiros que permitiram toda aquela revolução.

Walmir da Rocha Melges – 2014

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